Cúrcuma

 
O estudo das plantas medicinais iniciou-se praticamente no princípio da evolução do homem sobre a terra. O homem pré-histórico observava o comportamento instintivo dos animais para aliviar e curar suas enfermidades. Dessa maneira, os homens começaram a observar que certas espécies eram aptas para o consumo alimentício e outras eram tóxicas. Essas observações deram origem a um processo intuitivo que caracterizou os primeiros provadores que faziam ensaios com diversas plantas para discernir quais possuíam efeitos medicinais e quais não. Durante séculos, especiarias e ervas aromáticas estiveram entre os bens de consumo mais valiosos do velho mundo, no qual sua comercialização protagonizou importantes acontecimentos históricos. A cúrcuma, originária da Índia, é utilizada comercialmente nos mercados de perfumaria, têxtil, condimentar e alimentício, como especiarias e temperos culinários, e para tratamento de doenças.
 
O mercado de fitoterápico declinou com o desenvolvimento dos medicamentos sintéticos no Pós-Guerra, porém, vem ressurgindo nas últimas décadas, como tratamento alternativo e coadjuvante da medicina tradicional. Mesmo com o desenvolvimento de grandes laboratórios farmacêuticos e dos fármacos sintéticos, as plantas medicinais permaneceram como forma alternativa de tratamento em várias partes do mundo. De acordo com a WHO (World Health Organization), devido à pobreza e pouco acesso à medicina moderna, cerca de 65% a 80% da população mundial depende essencialmente das plantas como forma primária de cuidar da saúde. É nesse contexto social que as plantas medicinais e os fitoterápicos adquirem importância como agentes terapêuticos.
 
A curcumina é um componente ativo encontrado no pó amarelo-alaranjado extraído da raiz do açafrão-da-índia (Curcuma longa). É uma especiaria popular na culinária indiana, utilizada para conferir cor e sabor aos alimentos. Considerado um poderoso antioxidante com atividade antitumoral e antimutagênica. Diversos estudos apontam para os efeitos quimiopreventivo e quimio sensibilizante, contra vários tipos de cânceres agressivos e recorrentes. Alguns autores sugerem que a ativação da proteína P53 seja a via mais provável de atuação. Sendo assim, a curcumina vem sendo considerada um fator quimiopreventivo, atuando não apenas como agente bloqueador, inibindo a etapa de iniciação da célula cancerígena, mas também como agente supressor, inibindo a proliferação das células malignas durante a progressão das etapas da carcinogênese.  Evidências recentes mostram que a curcumina também possui propriedades no auxílio do controle glicêmico em diabéticos, possuindo efeitos benéficos sobre a obesidade e doenças relacionadas. 
 
Assim, devido a sua eficácia a curcumina tem recebido considerável interesse como um potencial agente terapêutico para a prevenção e / ou tratamento de várias doenças, incluindo o câncer, artrite, alergias, doença de Alzheimer, e outras doenças inflamatórias.
 
Os estudos clínicos com curcumina mostraram que sua suplementação é segura e que a piperina, presente na pimenta preta, pode otimizar a sua absorção. Por isso, combinar cúrcuma e pimenta do reino, na proporção de 10:1, nos temperos é uma ideia saudável e saborosa. Podemos comprar a cúrcuma em pó nos supermercados e feiras. Guarde a especiaria em um vidro com tampa e use 1/2 colher de chá por dia em preparações como sopa, molho, no arroz, ou mesmo sobre a comida.
 

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