Como escolher um vinho no restaurante

 
Pode parecer bobagem escolher um vinho no restaurante, no entanto, dependendo da carta (que pode ser extensa, complexa e, em alguns casos, ininteligível), essa simples tarefa poderá representar um desafio hercúleo para o apreciador, sobretudo se a intenção for mesmo desfrutar o máximo de bons momentos à mesa.
 
Para ajudar nesse desafio, seguem algumas dicas que poderão transformar essa tarefa em algo divertido e prazeroso. Primeiro, comece escolhendo o prato para só depois escolher o vinho. O vinho, como complemento que é, virá depois, e em função do prato. O prato no restaurante será sempre o protagonista na cena da mesa, e isso é uma regra. A menos que você tenha trazido aquele vinho, ou se disponha a escolher um ícone da carta. Apenas nesse caso, escolha um prato que se adeque ao vinho. Essa seria uma exceção à regra.
 
No que se refere à regra, e escolhido o prato do cardápio, pense em um vinho que melhor se identifique com ele. Para tanto, leve em conta a estrutura do alimento, que deverá servir de referência para a escolha do vinho. Nesse sentido, a cor da proteína ou do molho dá um bom indício da força do prato, bem como alguns ingredientes. E convém buscar no vinho as mesmas características.
 
Definido se o tipo de vinho será espumante, branco, rosado ou tinto, procure por um rótulo da carta que se adeque bem ao seu bolso. Uma boa carta dará diversas opções de preços para cada tipo de vinho.
 
Dentro da sua faixa de preço preferencial, se houver condições de optar pela casta e/ou país de sua preferência, tanto melhor. Assim você terá muito mais chances de acertar na escolha.
 
Outra dica segura será optar por marcas que você já conhece e confia, mas convém alertar que a expertise na apreciação do vinho e na escolha acertada, passa pela necessidade de valorizar a diversidade. Isso, é claro, implica riscos, e riscos, nós sabemos, são essenciais para o progresso qualquer que seja a esfera. No entanto, quando se tem uma base, os riscos poderão ser calculados e minimizados, trazendo o crescimento como prêmio.
 
Sobre a cor como indício de estrutura (força), convém dizer que a predominância de tons escuros, em geral, reflete mais consistência e tempo de cocção do alimento, estando muito associada à força. O mesmo serve para o vinho. Quanto mais intensa a cor de um tinto, mais encorpado será. O mesmo ocorre para os vinhos brancos, sendo o contrário igualmente verdade.
 
No campo das massas (pastas), quem definirá a escolha do vinho será o molho, o recheio ou a cobertura. Para molhos claros, à base de queijos e frutos do mar, opte por vinhos brancos, frutados e refrescantes. Para massas com embutidos e molhos intensos, opte por tintos.
 
Para pratos de acidez marcante, ou rico em gordura, e de leve estrutura, opte por brancos leves e ácidos. Para pratos de sabor forte e ricos em gordura, escolha por tintos com o mesmo gradiente de força, ácidos e tânicos.
 

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