Os Vinhos da Páscoa

A Páscoa chega todos os anos acompanhada de uma gastronomia toda própria, compondo uma dieta em que não podem faltar o bacalhau e outros pescados, os frutos do mar, o chocolate e, é claro, o vinho.
 
Tirar o melhor proveito da mesa na Semana Santa sugere que se lance mão de toda pluralidade que o vinho oferece: espumantes, brancos, rosados, fortificados, e até mesmo tintos, desde que leves, uma vez que é muito vasto o número das iguarias (proteínas) que a ocasião oferece.
 
Com os frutos do mar em geral: camarões, lagostas, mariscos, mexilhões e outros crustáceos, todos de sabores delicados, sugere-se vinhos leves, categoria na qual se encontra a maioria dos brancos, rosados e espumantes, estabelecendo com esses pratos uma compatibilidade pelo vínculo da leveza.
 
Com pescados como o Bacalhau (de sabor intenso, dado o processo de salga e secagem), o Salmão (rico em gordura) e o Atum (de carne escura e sabor forte), vão bem os vinhos brancos mais estruturados, com maturação ou passagem por madeira, bem como alguns tintos leves, de fermentação rápida, ou elaborados pelo método de maceração carbônica, e sem qualquer passagem por madeira. Caberia citar, como exemplo, os Pinots mais leves e os Gamays tipo Beaujlais.
 
A leveza no vinho pressupõe baixo teor alcoólico e pouco extrato (componentes não voláteis), baixo impacto gustativo e curta persistência de boca. Nesta categoria encontra-se a maior parte dos brancos, rosados e espumantes.
 
O critério mais importante para uma harmonização bem sucedida é, em primeira mão, a estrutura do prato, que deverá ser sempre compatível com a estrutura do vinho.
 
Com o chocolate 70% cacau (meio amargo ou amargo), rico em gordura e forte, vai bem com um bom vinho fortificado, tipo Porto Vintage (o melhor da categoria), um bom vinho da Ilha da Madeira, ou mesmo, pasmem, um Tannat de alta gama, gerando uma harmonização perfeita.
 

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