Kalita Wave

Muitas vezes confundida com um porta filtro caseiro, a KalitaWave surpreende positivamente na xícara. Criada pela empresa japonesa Kalita Corporation,  apesar de pouco conhecida no Brasil, tem se difundido muito no exterior, e arrematado os fãs do café coado. Com o slogan “De iniciantes a baristas profissionais”, a marca japonesa aposta na simplicidade e no requinte de potencializar as qualidades do café e reduzir os defeitos, corrigindo os erros. 
 
A KalitaWave é um porta filtro que tem uma base plana, com três furinhos. Pode ser encontrado em dois tamanhos, “185” para até duas xícaras grandes, e “155” para apenas uma xícara. Esses produtos são fabricados em vidro, cobre, ou aço inoxidável. Utilizam um papel filtro também de base plana, todavia com as paredes onduladas (daí o nome wave), com 20 ondas, exatamente. Esse formato de filtro permite que o café seja extraído com pouco contato do líquido com o porta filtro, evitando que o filtro cole na superfície do suporte, e a água se acumule em um só local, realizando uma extração uniforme e, assim, melhorando a conservação térmica. O fundo plano e os três furos evitam a canalização, mesmo que a água seja simplesmente jogada no pó, proporcionando uma arrumação da água no fundo e extraindo a umidade uniformemente, para evitar a retenção desnecessária de água, também pelo fato do filtro não tocar o fundo do suporte. As suas ondas aumentam a superfície de contato com o filtro e proporcionam uma filtragem bem eficiente, retirando o amargo, deixando o café bem limpo e suave.
 
Para fazer seu café na KalitaWave é bem simples. Como um café coado comum, utilizamos água quente (de 92 a 96 C), molhamos o filtro com água quente antes de adicionarmos o pó. Acrescentamos o café, em uma moagem média, assim como para a Hario V60. Utilizamos a razão de 1g para 10ml de água, com café especial, e 1g para 16 ml com café tradicional.  Seria bom ter precisão da chaleira na hora de regar a água, mas caso disponha apenas de uma chaleira caseira comum, a diferença é pouca no resultado final, já que o próprio fabricante promete corrigir o erros de extração pelo design do produto, gerando uma extração uniforme a cada xícara. 
 
O estilo do café japonês fica evidente nesse método de extração. Um café limpo e sem amargor. Percebi um aumento do corpo, quando comparado aos filtrados na Hario V60 e na Chemex. O sabor é bem gostoso. Arrisco até em dizer que é meu método preferido no momento. Preserva o doce e a acidez própria do grão, reduz o amargor e realça o corpo, além de preservar a temperatura na xícara. A sua simplicidade contrasta com o sabor incrível da bebida final. 
 

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