Alimentação fora do lar: o desafio

Opinião - Arthur Coelho

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25/06/2019 - 04h58
O segmento da alimentação fora do lar tem crescido de forma exponencial, não só na cidade do Natal, mas também no interior do estado em todos os lugares, como uma alternativa, seja ela informal, temporária ou mesmo perene de novos negócios para fugir da crise. Pesquisa confirmadas pelo Sebrae por exemplo, também demonstra que da mesma forma que o crescimento é exponencial, o fechamento e a falência seguem lada a lado. Situação paradoxal, frustrante, difícil e desafiadora para os empreendedores de todos os níveis.
 
É certo que: EMPREENDER NESSE PAÍS É: EXERCITAR A PACIÊNCIA, A OUSADIA E A ESPERANÇA! Dura e árdua tarefa diária de engolir sapos, mofar em filas, empilhar papéis, recolher tributos, correr atrás de processos, colecionar carimbos de repartições públicas e emitir sistematicamente certidões por prazos vencidos pela morosidade da burocracia que atravanca a vida dos destemidos e sonhadores empreendedores!
 
Vencida essa fase da burocracia, começa verdadeiramente o desafio diário de vender comida! Aquilo que parecia ser a grande sacada, a grande saída para sua independência financeira, sobrevivência de sua família e, quiçá, realização de um sonho, mostra-se um grande DESAFIO, sendo diplomático e não chamando de PESADELO.
 
O primeiro e básico pensamento é: todo mundo precisa se alimentar. Com a vida corrida ninguém tem tempo de fazer comida em casa, portanto é venda certa! 
 
Eureka! Descobrimos a pólvora sem fazer barulho! Pensaria qualquer ingênuo empreendedor do ramo de alimentação. Começa a peregrinação diária das compras, procura das promoções e preços mais em conta, contratação de pessoal, criação de receitas, ajustes de instalações para se tornar atraente e confortável, criação de um sistema de controle de produção, venda e desperdício, confecção de fichas técnicas, controles higiênicos sanitários, documentos, documentos, documentos… Ufa!!
Mas não era para ser assim! Dirá um desses sonhadores destemidos. Não era somente atender uma necessidade básica do ser humano: ALIMENTAR-SE? Nãããããooo!!! É um negócio. É uma atividade comercial que deve promover lucro, como todo outro negócio. É uma empresa, um “ser vivo e pulsante” como qualquer outro, que respira, sua, nasce, cresce e morre! E em alguns momentos, morre junto o destemido sonhador empreendedor, sua família, sua energia, seu pessoal e sua clientela!
 
Continuo acreditando que o segmento é um atraente negócio. Mas não é para qualquer um. Não baste ter uma amiga, tia, mãe, avó ou qualquer outra querida senhorinha que cozinhe bem! É necessário pensar sem sentimentalismos. Olho no olho. Plano de negócios. Pesquisa. Consultorias. Treinamentos. Busca de apoio técnico. Formalização… infelizmente, parece que estou aqui fortalecendo a burocracia. Estou apenas te dizendo o seguinte: MANTENHA SEU SONHO EM DIA, PORÉM, BUSQUE AJUDA CERTA, COERENTE, CONFIÁVEL, ÉTICA, FORMALIZADA E TÉCNICA. Afinal, sonhar não custa nada, mas realizar pode custar sua vida inteira! Bons sonhos e boa sorte!