Treinamento: eficiência e eficácia

Opinião - Arthur Coelho

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18/07/2019 - 06h13

 

Eficiência e eficácia são palavras semelhantes e, muitas vezes, consideradas sinônimos. No entanto, existem diferenças sutis na definição e utilização de ambos os termos. A EFICIÊNCIA seria o ato de “fazer certo as coisas”, enquanto que a EFICÁCIA consiste em “fazer as coisas certas”.

Na organização de uma empresa, para que os resultados eficientes sejam úteis, é preciso o bom desempenho de tarefas eficazes. A eficácia é saber o que fazer. Um trabalho feito com eficiência, mas sem eficácia para a conclusão de determinado plano, passa a ser inútil, pois não agregará nada de substancial, por mais bem feito que tenha sido executado.

Um exemplo clássico que ajuda a visualizar a diferença entre a eficiência e a eficácia: um homem que cava um poço com perfeição, realiza um trabalho com eficiência; um homem que sabe o local correto para cavar o poço e achar água, executa um trabalho com eficácia.

Assim, há a missão com TREINAMENTO de equipes. Ordens e planejamentos feitos e determinados com EFICIÊNCIA, quando transmitidos sem EFICÁCIA, apontam resultados que não agregam nenhum valor, pois foram executados com perfeição, porém sem atingir o objetivo pretendido.

Planejar, implementar, executar e obter bons resultados em nossas equipes, dependem de uma série de fatores, como: equipes pertencentes (não podem ser tratadas como apenas colaboradores/CPF’s), comprometidas com o resultado colaborativo (a equipe é sempre a vencedora e não apenas um profissional da equipe), tarefas realizáveis, transparentes e inteligíveis, ajustadas antes, durante e depois de implantadas, se for o caso.

Treinar, construir, planejar, buscar resultados, interagir, saber fazer, saber ser, saber agir, saber “saber” (conhecimento), são atributos de bons profissionais, completos, com características pessoais importantes e agregadoras. Atualmente, montar equipes apenas com base em conhecimentos técnicos não representa as melhores características para a contratação.

O profissional “integral” necessita ser eficiente e eficaz, coerente, efusivo consigo, com os demais e com a empresa; desenvolver o “trabalho em equipe” não é mais visto “apenas” como uma peça da equipe, porém uma “peça-chave” e todos serão “peças-chave”, pois o sucesso e o resultado pretendido serão muito mais eficaz do que eficiente!

Junte sua equipe para um bate papo. Coloque um café e bolo, despretensiosamente, no entanto, mantendo, subliminarmente, a ideia de conjunto, de trocas de experiências, de conhecimento, de conversas boas, de conversas difíceis, de risadas e de alívio quando se conhece cada integrante de forma gentil e promissora.

Pense nisso!