Peixada da Comadre completa 80 anos em Natal

Filhos e netos mantêm história e tradição do famoso restaurante

Fotos: Canindé Soares / Deguste
Jerônimo de Morais manteve a história das "duas comadres" viva


A Peixada da Comadre é uma das mar­cas mais for­tes quan­do o as­sun­to é res­tau­ran­te de co­mi­da tra­di­cio­nal po­ti­guar. Ao lon­go de qua­se um sé­cu­lo, ela foi ad­mi­nis­tra­da por duas mu­lhe­res. As “duas co­ma­dres”. A pri­mei­ra pei­xa­da co­me­çou a fun­cio­nar em fe­ve­rei­ro de 1931, na ca­sa nú­me­ro 1 da Rua São João, em fren­te ao Canto do Mangue, no bair­ro das Rocas, e ao lon­go dos anos foi ba­ti­za­da com es­te no­me por for­ça do cos­tu­me po­pu­lar.

Um dos her­dei­ros da mar­ca, o co­mer­cian­te Jerônimo José de Morais, con­ta que um ta­xis­ta que trans­por­ta­va pas­sa­gei­ros a par­tir da an­ti­ga ro­do­viá­ria do bair­ro da Ribeira, sem­pre orien­ta­va os vi­si­tan­tes so­bre a boa co­mi­da de “sua co­ma­dre”em um en­de­re­ço re­la­ti­va­men­te per­to do pon­to de tá­xi. 
 

Ao longo de 80 anos, peixada das comadres continua sendo sucesso


A co­ma­dre em ques­tão era Isaura Pereira da Silva, que ven­dia re­fei­ções de pei­xe com pi­rão em sua pró­pria re­si­dên­cia. Seu fi­lho, David Bento, era gar­çom e co­zi­nhei­ro de ofí­cio.  “Naquele tem­po, o ar­roz ain­da não era se­quer ser­vi­do. Só en­trou no car­dá­pio 10 anos de­pois”, ci­ta Jerônimo.

Quando Isaura adoe­ceu, a mu­lher de David Bento, Francisca Barros de Morais, na­tu­ral do mu­ni­cí­pio de Taipu, as­su­miu o co­man­do da co­zi­nha e se tor­nou a 2ª co­ma­dre, man­ten­do vi­va a tra­di­ção do res­tau­ran­te, so­li­di­fi­can­do a mar­ca Peixada da Comadre, que pas­sou a fun­cio­nar na Ponta do Morcego, en­de­re­ço on­de es­tá até ho­je. 
 

Isaura Pereira, criadora da Peixada Francisca Barros, a segunda comadre


No co­me­ço, Francisca era cha­ma­da de “co­ma­dre no­va”. Com o tem­po, aca­bou in­cor­po­ran­do a for­ça da mar­ca e vi­ran­do per­so­na­gem da his­tó­ria. Francisca vi­veu até os 84 anos, e mor­reu no dia 22 de se­tem­bro de 2010, em Natal.

Ela te­ve 12 fi­lhos, que são her­dei­ros da mar­ca e con­tro­la­do­res do res­tau­ran­te. Dois de­les, po­rém, abri­ram fi­liais. Gilvan José de Morais é do­no da fi­lial na praia da Redinha, ba­ti­za­da de Peixada do Filho da Comadre. Em 2001, Jerônimo José de Morais fun­dou a se­gun­da fi­lial, na Avenida Praia de Ponta Negra, no con­jun­to Ponta Negra. Segundo ele, os ir­mãos se en­ten­dem bem e não há pro­ble­mas de con­vi­vên­cia en­tre os três res­tau­ran­tes.

Restaurante de Ponta Negra é climatizado e recebe turistas internacionais


Peixada da Comadre
Avenida Praia de Ponta Negra, 9048
Ponta Negra, Natal-RN
Fone: (84) 3219-3016

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