| Foto: Divulgação/Cimsal |
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| Flor de sal da Cimsal é muito usada por grandes chefs em SP |
Os temperos e suas combinações colaboram muito para o sucesso de um prato. Detalhes realmente fazem a diferença. Por isso, até mesmo o sal, ingrediente aparentemente simples e elementar, já está delimitando um espaço importante no mundo gourmet. Nos restaurantes, o tradicional iodado e refinado abre espaço para um raro tipo: a flor do sal, que começou a ser extraída pelos povos Celtas há cerca de dois mil anos.
Rica em magnésio, cobre, zinco, cálcio e potássio, é a camada mais pura do sal, extraída ainda nos primeiros processos aplicados nas salinas, sem nenhum tipo de processamento, e retirada manualmente da superfície dos montes antes da formação do cloreto de sódio. A flor do sal contém todos os 84 oligoelementos e micronutrientes encontrados no mar, por isso consumi-la é importante para o bom funcionamento do organismo.
Os flocos, que chegam a custar de R$ 8 a 15, cada 150 gramas, são utilizados na finalização dos pratos, porque potencializam o sabor dos alimentos. A produção artesanal faz com que, por exemplo, seja retirado apenas um quilo de flor de sal a cada 80 quilos de produção do sal marinho bruto, uma vez que as condições climáticas são determinantes para a captação do cobiçado condimento.
Entre os produtores mais famosos estão os franceses e os portugueses. No Brasil, uma indústria salineira de Mossoró (RN) também resolveu investir no produto, que revela um mercado promissor.
"Atualmente, nós vendemos a flor do sal para vários estados das regiões nordeste e sudeste. Os principais restaurantes, empórios e delicatessen já aderiram a esse tipo de sal, como é o caso do D.O.M, do chef Alex Atala, em São Paulo", conta o diretor da empresa, Herbert Júnior.
Na capital potiguar, o Magazzino Vinhos & Cozinha, em Petrópolis, é uma das casas que comercializam o produto. As "pitadas" de flor do sal explodem em sabor nas mãos do chefs que já utilizam os flocos sofisticados em suas receitas.